Identidade como diferencial estratégico

A Afromaterna nasceu da necessidade de Ana Paula Lins, fundadora do negócio no Recife. A busca por opções sustentáveis para a maternidade esbarrou na falta de representatividade negra no mercado. Em vez de aceitar as poucas alternativas disponíveis, ela decidiu criar uma marca que unisse ecologia e cultura africana.

Do estudo à produção artesanal

Com investimento inicial de R$ 5 mil, a empreendedora dedicou um ano para entender a lógica de fabricação. Descosturou peças concorrentes e conversou com sua mãe, costureira, sobre o uso tradicional de panos. O resultado foram fraldas com 37 botões ajustáveis, feitas com algodão importado de Benin e Senegal, vendidas por R$ 70 cada.

Crescimento orgânico e prêmios

O primeiro grande marco foi uma feira em dezembro de 2020, onde vendeu 100 unidades em um dia. A trajetória ganhou força com o prêmio do programa Black Money e o segundo lugar no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. Hoje, as vendas ocorrem principalmente via WhatsApp e Instagram, com foco em chás de bebê para gerar indicações.

Sustentabilidade total e metas ambiciosas

A produção minimiza resíduos: retalhos viram bonecas artesanais (abaiomis). Com faturamento de R$ 50 mil em 2025, a expectativa para 2026 é chegar a R$ 80 mil. O plano inclui ampliar o portfólio com absorventes ecológicos e abrir pontos de venda físicos em Recife.