Geopolítica desafia o agro

O cenário internacional de 2026 impõe desafios severos ao agronegócio. Conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, somados ao Super El Niño e à crise de fertilizantes, pressionam as cadeias produtivas. A proteção da carne bovina na China e barreiras sanitárias na Europa exigem respostas rápidas dos produtores.

Diversificar para conquistar

A estratégia central para mitigar esses riscos é a diversificação da pauta exportadora. Depender de poucos destinos ou commodities básicas torna o setor vulnerável. É preciso agregar valor aos produtos e ampliar a presença em mercados com alto poder de compra, reduzindo a exposição a choques externos.

Novos acordos comerciais

Os tratados do Mercosul com a União Europeia e a EFTA entraram em vigor, oferecendo acesso privilegiado a consumidores ricos. Esses blocos representam oportunidades para venda de itens processados e de maior margem, consolidando uma nova fase nas relações comerciais do Brasil.

Expansão asiática e americana

Negociações com Japão, Coreia do Sul, Índia e Vietnã buscam substituir parcialmente a perda de quota chinesa. Além disso, avanços com Canadá e Emirados Árabes Unidos fortalecem a segurança alimentar global e abrem nichos para combustíveis sustentáveis e produtos industrializados.

Visão de longo prazo

O futuro do agro depende de planejamento estratégico de cinco a quinze anos. O objetivo deve ser transformar o Brasil de mero celeiro em fornecedor de soluções completas. Isso exige política externa pragmática e foco constante em inovação e qualidade para manter a competitividade.