Seguros excluem danos físicos em ataques cibernéticos
O ataque hacker que paralisou redes de supermercados na França expôs uma falha crítica na proteção empresarial: as apólices de seguro cibernético padrão não cobrem perdas físicas diretas, como alimentos estragados. Hackers assumiram o controle de sistemas de refrigeração, elevando temperaturas a 50 graus Celsius e destruindo mercadorias perecíveis.
Lacuna na cobertura de seguros digitais
Corretores afirmam que indenizações podem ser negadas se os varejistas não mantiverem atualizações de software em dia. A Les Mousquetaires, dona da Intermarché, estima custos na casa dos dezenas de milhões de euros. O foco agora é determinar responsabilidades judiciais, já que a cobertura tradicional limita-se a investigações e relações públicas.
Software desatualizado agrava riscos operacionais
A Anssi identificou falhas em equipamentos da Danfoss, Copeland e Dixell. Muitos aparelhos utilizavam versões obsoletas ou chegadas ao fim da vida útil. Embora o software antigo não seja motivo automático de recusa, a falta de manutenção preventiva complica a análise de sinistros e aumenta a vulnerabilidade operacional das empresas.
Novo modelo de proteção para varejo
Perante a crescente digitalização da Internet das Coisas (IoT), especialistas recomendam apólices específicas para estoques perecíveis. Setores como energia e logística já adotam essa prática. A tendência é que prêmios de seguros aumentem globalmente devido à frequência de incidentes similares no varejo europeu.




