Risco sistêmico no agronegócio

O Banco do Brasil registrou queda de 4% nas ações nesta terça-feira, atingindo R$ 25,27. O movimento ocorre logo após a JP Morgan rebaixar a recomendação do ativo de "neutro" para "underweight" (abaixo do peso). A decisão vem em um momento de volatilidade pós-resultado do primeiro turno das eleições.

Dados preocupantes sobre inadimplência

A principal justificativa para o downgrade são os riscos emergentes no crédito agrícola. Os analistas apontam que a valorização do real e os efeitos do fenômeno El Niño estão pressionando a carteira rural do banco. Apesar da melhora nos preços das commodities, a inadimplência projetada para julho e agosto deve apresentar cenário mais desafiador.

Selic não garante alívio imediato

Embora o banco possua base sólida de depósitos e custos de captação baixos, a equipe da JP Morgan destaca que esses fatores podem não gerar benefícios significativos com a futura queda da Selic. A estrutura atual limita a expansão rápida da margem financeira em um ambiente de juros menores.

Projeção de rentabilidade reduzida

Os investidores devem ajustar expectativas quanto ao retorno sobre o patrimônio (ROE) do BB. A corretora afirma que a posição de capital da instituição está mais fraca historicamente. Embora o preço-alvo tenha sido ajustado levemente para cima, para R$ 23, a tendência é que o banco não recupere os picos recentes de rentabilidade no curto prazo.