Recorde de ocupação e expansão

O mercado de trabalho brasileiro registra um momento histórico. Com 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, segundo o IBGE, o país atinge o maior patamar desde 2012. A desocupação cai para 6,1 milhões, consolidando a força laboral nacional.

Neste contexto, uma nova pesquisa do ManpowerGroup aponta que 62% das empresas pretendem expandir quadros até dezembro de 2026. Com uma expectativa líquida de 53%, o Brasil ocupa a segunda posição global, superando vizinhos como México e Panamá, ficando atrás apenas da Índia.

A aposta estratégica em profissionais júnior

Diferente da tendência global, onde a inteligência artificial ameaça posições de entrada, 65% dos empregadores brasileiros buscam ativamente talentos em início de carreira. Esse índice supera a média mundial em 20 pontos percentuais.

A lógica é clara: diante da escassez de seniores qualificados e dos altos custos de atração, as organizações preferem formar profissionais internamente. Setores como manufatura (69%), finanças (67%) e tecnologia (67%) lideram essa mudança de rota.

Contratendências internacionais

No Hemisfério Norte, a adoção massiva de IA generativa reduziu contratações júnior. Nos EUA, houve queda de 7,7% após seis trimestres, conforme estudo de Harvard. A tecnologia assume tarefas rotineiras, base do treinamento inicial, elevando a demanda por líderes experientes.

O Brasil caminha na direção oposta. Ao investir na formação interna, as empresas criam vantagem competitiva ao adaptar novos talentos à cultura organizacional, reduzindo a dependência de disputas por perfis já prontos no mercado externo.