Expansão via autosserviço

A Cheirin Bão entrou no mercado de vending machines com uma nova proposta de negócio. A rede de cafeterias lançou uma microfranquia focada na instalação de equipamentos automáticos em empresas, escritórios e locais de grande circulação. O objetivo é diversificar os canais de venda sem competir diretamente com as unidades franqueadas tradicionais.

Modelo operacional flexível

O projeto oferece duas modalidades: locação, onde o franqueado gerencia o ponto mas a marca entrega os insumos, e operação direta, com abastecimento pelo parceiro. O investimento inicial parte de R$ 80 mil, com retorno estimado em 10 meses. Cada contrato permite operar até 30 máquinas, totalizando 35 contratos assinados desde o lançamento oficial.

Investimento e tecnologia

A franqueadora destinou R$ 5 milhões ao desenvolvimento do modelo, prevendo um aporte total de R$ 58 milhões nos próximos três anos. A tecnologia permite monitoramento remoto de dosagens e preços, com resolução de 80% das falhas à distância. A manutenção física fica sob responsabilidade da rede, garantindo padronização sensorial próxima às lojas.

Revisão de metas de crescimento

Paralelamente à expansão das máquinas, a empresa ajustou sua estratégia de lojas físicas. De uma projeção inicial de 2 mil unidades, o foco agora está em rentabilidade por ponto, com meta de até 1,4 mil lojas. Em 2025, o faturamento deve superar R$ 500 milhões, impulsionado pela base atual de mais de 600 unidades espalhadas pelo Brasil.

Projeção internacional

A presença global também avança. A primeira loja nos Estados Unidos, em Boston, abre em novembro deste ano. Para as máquinas, há interesse confirmado na Colômbia e no Chile. A meta nacional é instalar 3 mil equipamentos em dois anos, consolidando a marca como referência em café premium fora do varejo físico.