Expansão da produção interna
A China projeta um crescimento robusto em sua safra de milho, com estimativas indicando um aumento entre 5 milhões e 8 milhões de toneladas em relação ao ano anterior. O dado foi divulgado por Zhang Dalong, diretor de pesquisa de produtos agrícolas da Cofco Futures, durante conferência em Dalian.
O avanço é impulsionado principalmente pelas regiões norte e nordeste do país. Embora a produtividade tenha enfrentado quedas no nordeste devido à expansão da área plantada, o norte registrou ganhos significativos tanto em volume quanto em qualidade da grão.
EUA fora da equação econômica
Apesar das negociações comerciais entre os dois países, o milho americano não se mostra viável para os compradores chineses. Zhang Dalong destacou que as margens de importação continuam negativas, mesmo considerando tarifas reduzidas dentro das cotas estabelecidas.
Análises técnicas apontam prejuízos teóricos variando de US$ 2,32 a US$ 8,93 por tonelada para entregas previstas entre novembro de 2026 e março de 2027. Isso torna o produto estadunidense uma opção inviável no curto prazo.
Mudança no mix de importações
As importações totais de milho devem cair ligeiramente para 3,5 milhões de toneladas na safra 2026/27. A China mantém parcerias estratégicas com Brasil e Argentina, responsáveis por 1,2 milhão de toneladas cada, enquanto os EUA contribuem com apenas 900 mil toneladas.
Há uma substituição clara de commodities. As importações de sorgo devem saltar para 8 milhões de toneladas, um aumento de 550 mil unidades. Por outro lado, a cevada registra queda brusca, projetada em 10 milhões de toneladas, refletindo ajustes no mix alimentar e de ração animal.


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