Impacto climático na produção

O Rio Grande do Sul viu seu potencial como principal produtor nacional de trigo ser abalado por uma sequência de chuvas intensas, granizo e baixa luminosidade. A Emater confirmou que esses fatores provocaram acamamento das plantas e perda de estruturas reprodutivas, reduzindo drasticamente as expectativas iniciais de colheita.

Dados da safra e projeções

Inicialmente, a Conab projetava que o estado atingiria 2,2 milhões de toneladas em 2026. No entanto, a redução de 36,8% na comparação com a temporada anterior, somada à diminuição da área plantada por cautela diante do El Niño, indica um cenário de queda significativa na oferta doméstica.

Risco à qualidade e pragas

Além do volume, a umidade elevada favoreceu o surgimento de doenças fúngicas como giberela e ferrugens. Para os produtores, isso representa não apenas menor quantidade, mas também risco à qualidade técnica do grão, com possível redução do peso hectolitro e problemas de germinação pré-colheita.

Efeito nas importações

A quebra de safra no RS, combinada com dificuldades similares no Paraná, força o Brasil a aumentar suas importações. A Abitrigo estima que as compras externas podem chegar a 9 milhões de toneladas neste ciclo, superando a projeção inicial de 7,5 milhões e impactando diretamente a balança comercial do agronegócio.