O novo padrão de consumo digital
O Citigroup identificou no Muse, assistente de inteligência artificial da Meta, uma mudança estrutural na forma como usuários acessam a web. O banco classifica a ferramenta como a futura "porta de entrada" para a internet, substituindo buscas tradicionais por interações diretas que levam à compra.
Essa transição é crítica para empreendedores e gestores. Quando um agente de IA realiza pesquisas, compara preços e executa transações, ele se torna o novo canal de distribuição. Ignorar essa dinâmica significa perder visibilidade nos funis de conversão mais modernos do mercado.
Projeções financeiras robustas
A estimativa do Citi é ambiciosa: receitas totais superiores a US$ 27 bilhões até 2030. A maior fatia, cerca de US$ 23 bilhões, virá de transações comerciais (commerce), enquanto assinaturas devem gerar aproximadamente US$ 4,5 bilhões. Esses números validam a aposta da Meta em monetizar a utilidade prática da IA.
Os dados de adoção já sustentam a tese. Desde o lançamento, o app ultrapassou 6,6 milhões de downloads, atingindo 1,8 milhão de usuários ativos diários. Esse volume de tráfego qualificado atrai anunciantes e parceiros comerciais que buscam conversões diretas, não apenas cliques.
Vantagem competitiva e impacto no mercado
A Meta utiliza o Muse para consolidar seu ecossistema contra concorrentes como OpenAI, Google e Anthropic. A ação da empresa subiu 12,4% no ano e mais de 20% desde a estreia oficial em setembro, aproximando-se da marca de US$ 2 trilhões em valuation.
Para líderes empresariais, o sinal é claro: a personalização via agentes autônomos redefine a lealdade do consumidor. Empresas que integrarem seus serviços a essas plataformas terão acesso a um público já predisposto à compra, alterando drasticamente as estratégias de marketing e vendas dos próximos anos.




