O fim do crédito e o início da inovação

A crise de liquidez de 2012 destruiu o negócio de crédito veicular de Pedro Pires. Em vez de desistir, ele identificou uma falha crítica no mercado: compradores de carros financiados tinham dificuldade extrema em obter proteção adequada. Ao apresentar sua solução a sete grandes seguradoras, recebeu apenas recusas. A autonomia desejada era vista como risco demais pelos tradicionais.

Do sandbox à licença definitiva

Pires fundou a Seven em 2013, operando no modelo mutualista. A virada veio em 2020, ao entrar no sandbox regulatório da Susep. O ambiente permitiu testar novos modelos com regras flexíveis. Após quatro anos de adaptação técnica e atuarial, a empresa nasceu como Split Risk, uma das poucas das 32 aprovadas a obter licença plena.

Tecnologia que converte vendas

A estratégia central é o modelo MGA (Agente Geral de Gestão). A Split Risk fornece infraestrutura de underwriting e conformidade, enquanto parceiros vendem com suas marcas. Parceria com a Kavak Brasil elevou a conversão de seguros de 15% para 45%, integrando cotação instantânea ao fluxo de compra de veículos seminovos.

Crescimento acelerado e diversificação

Com aporte de R$ 50 milhões de HSR e La Barca, a insurtech faturou R$ 60 milhões em 2025. Mantém 100 mil segurados ativos e 60 funcionários. A meta é triplicar a operação anualmente até 2029, expandindo-se além do automotivo para vida, imobiliário e eventos, buscando R$ 500 milhões em prêmios até 2030.