Da frustração corporativa à alquimia gastronômica

Gisele Kühn Vitalino, 33 anos, trocou uma década de carreira CLT pela liberdade de criar a Kim Docê, marca de confeitaria artesanal sediada em Piracicaba (SP). O impulso inicial veio de uma insatisfação profissional e da criatividade testada no primeiro aniversário do seu filho. As reações positivas dos convidados foram o sinal verde para formalizar o negócio.

Estratégia de vendas fora da caixa

Diferente do modelo tradicional de venda porta a porta, Gisele optou por uma abordagem estratégica e escalável. O ponto de partida foi o porta-malas de um Uno antigo, transformado em uma vitrine móvel com materiais em MDF. A ideia era atrair o máximo de clientes simultaneamente, começando pelas escolas locais.

Investimento mínimo e validação rápida

O início exigiu apenas R$ 200 na compra de insumos. A venda imediata das primeiras 100 unidades (25 caixinhas com quatro brigadeiros cada) permitiu o reinvestimento imediato. Esse ciclo virtuoso de capital rotativo foi fundamental para sustentar as operações iniciais sem dependência de empréstimos bancários.

Inovação e inclusão como pilares

O portfólio conta com 25 sabores fixos, incluindo combinações polêmicas como pamonha com goiabada, cerveja e lavanda extraída naturalmente. Além disso, a empresa desenvolveu uma linha inclusiva, livre de açúcar, lactose e glúten, atendendo demandas específicas de saúde que eram ignoradas pelo mercado convencional.

Expansão e futuro operacional

Com a participação em feiras do ecossistema empreendedor, a operação migrou para um trailer com identidade visual focada na natureza. Hoje, a média de produção é de 300 unidades semanais, com picos maiores em eventos corporativos. O próximo passo é adquirir uma Kombi para atender horários de almoço empresariais na região.