Da sala de aula para o mercado

A origem da Textualizar está na frustração pedagógica. Em 2018, durante seu mestrado, a professora Ana Flávia Ferro identificou que alunos do 9º ano tinham barreiras reais na interpretação textual. A solução não veio de manuais, mas da criação de seis jogos didáticos em três meses. O resultado foi tão eficaz que a banca aprovou a intervenção, validando o modelo.

Patentes e estruturação empresarial

O sucesso acadêmico virou estratégia de negócios. Em 2019, a fundadora depositou as primeiras patentes. Hoje, a empresa detém 24 soluções, sendo 18 comercializadas. O portfólio cobre leitura, produção de texto e análise linguística, totalmente alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As linhas Escola, Professor e Família atendem redes de Pernambuco e Alagoas.

Gestão e o papel do Sebrae

Transformar material didático em empresa exigiu novas competências. Só em 2022 a Textualizar se formalizou, obrigando Ana Flávia a aprender gestão, marketing e propriedade intelectual enquanto lecionava. O suporte do Sebrae foi crucial, especialmente após a capacitação no programa Empretec em 2026, que deu clareza sobre governança e planejamento estratégico.

Inovação e inclusão

A startup agora foca em acessibilidade. Dois novos jogos bilíngues em português e Libras estão em fase final de patente. Um quebra-cabeça e um jogo de memória destinam-se ao público surdo. Essa expansão demonstra como a educação pode ser escalável sem abrir mão da responsabilidade social e da inovação de produto.