Piora nas Projeções Fiscais
O relatório Prisma, divulgado pelo Ministério da Fazenda, atualizou as expectativas para o cenário econômico brasileiro. A mediana das estimativas para o deficit fiscal em 2026 foi revisada para cima, saltando de R$ 52,271 bilhões para R$ 53,048 bilhões. Esse movimento indica uma deterioração na capacidade de geração de recursos primários do governo central.
Para 2027, a previsão de déficit é de R$ 44 bilhões, um valor inferior à estimativa anterior de R$ 45,350 bilhões, sugerindo que a equipe econômica aposta em uma recuperação gradual apenas no próximo exercício financeiro.
Dívida Bruta Atinge 83,4% do PIB
Além do rombo anual, o peso do endividamento acumulado também aumentou. A dívida bruta deve alcançar 83,40% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, contra os 83,20% projetados em setembro. Para 2027, a expectativa é que o indicador salte para 87,00% do PIB.
Esse crescimento reflete não apenas novos empréstimos, mas o custo elevado dos juros sobre a dívida existente, pressionado pela taxa Selic ainda alta em 13,75% ao ano.
Meta vs. Realidade
O governo estabeleceu como meta um superávit primário de 0,25% do PIB em 2026, equivalente a R$ 34,3 bilhões. No entanto, as projeções do mercado indicam um rombo significativamente maior. Há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, mas o gap entre a meta e a realidade projetada permanece preocupante.
Arrecadação e Gastos Estagnados
A receita líquida do governo central teve leve queda na previsão, ficando em R$ 2,580 trilhões para 2026. As despesas foram mantidas estáveis em R$ 2,625 trilhões. Essa combinação de arrecadação estagnada e gastos elevados explica a persistência do problema fiscal.




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