Resultado fiscal supera expectativas

O governo central fechou agosto com um déficit primário de R$ 13,585 bilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O valor é inferior ao rombo de R$ 15,540 bilhões registrado no mesmo mês do ano anterior e melhor que a expectativa dos economistas, que projetavam um déficit de R$ 14,4 bilhões.

Dinâmica de receitas e despesas

A receita líquida do governo central atingiu R$ 187,878 bilhões em agosto, um crescimento real de 3,5% ante o período anterior. Por outro lado, as despesas totais somaram R$ 201,463 bilhões, elevação de 1,9%. Essa dinâmica reflete o impacto direto da alta do preço do petróleo nas arrecadações.

Acumulado anual sobe

No acumulado de janeiro a agosto, o déficit primário totalizou R$ 94,869 bilhões. Esse número representa um aumento real de 7,1% em comparação aos R$ 85,888 bilhões verificados no mesmo intervalo do ano passado. A pressão fiscal permanece evidente, ainda que com estabilização mensal.

Impacto da crise energética

Autoridades destacaram que as receitas adicionais esperadas para o ano, impulsionadas pela commodity, somam R$ 67,5 bilhões. Esse montante compensa amplamente as despesas adicionais de R$ 32,4 bilhões projetadas até o momento, resultantes das medidas governamentais para amortecer o impacto nos preços dos combustíveis.