O papel da informação na decisão contraceptiva

A escolha de um método anticoncepcional não é apenas uma questão biológica, mas também informativa. Uma pesquisa recente conduzida pelo Instituto QualiBest, encomendada pela DKT South America, demonstra que a orientação médica tem poder de alterar significativamente a percepção das mulheres sobre o DIU de cobre. O levantamento, realizado com 317 participantes entre 18 e 40 anos, expõe a lacuna entre o conhecimento superficial e a decisão consciente.

Mitos vs. Dados reais

Embora 72% das entrevistadas já tenham ouvido falar no dispositivo intrauterino (DIU) de cobre ou prata, apenas 21% considerariam seu uso inicialmente. Esse abismo se deve, em parte, à desinformação: 26% admitem não compreender bem o funcionamento do método. A barreira não é a falta de acesso, mas a falta de clareza sobre benefícios e riscos reais.

O impacto da consulta individualizada

A Dra. Larissa Cassiano, ginecologista da DKT South America, destaca que a consulta permite contextualizar relatos externos dentro de um cenário clínico adequado. "A orientação profissional coloca as informações em contexto e permite tomar uma decisão mais consciente", afirma. Ela reforça que a indicação deve vir acompanhada de diálogo claro sobre efeitos colaterais e contraindicações.

Números que convertem a hesitação

Os dados são contundentes: quando informadas sobre o funcionamento do método, 47% das mulheres passam a considerar o DIU. Ao saber que o dispositivo pode durar de cinco a dez anos e ser removido sob demanda, esse percentual salta para 54%. Entre aquelas que inicialmente rejeitavam o método, 74% mudaram de opinião diante de uma recomendação médica direta.