Do salgado à alta confeitaria

A jornada da Dun Ateliê começou na pandemia. Jéssica Karina Carvalho Cabezas, demitida de uma escola, viu na venda de salgadinhos uma tábua de salvação. A filha, Isabella, incentivou a iniciativa para manter a renda ativa. Com o tempo, o catálogo migrou dos salgados para bolos e doces, consolidando-se em uma operação doméstica na Zona Leste de São Paulo.

Nicho religioso e personalização artística

O grande divisor de águas ocorreu em dezembro de 2025. Isabella, tatuadora e artista manual, aplicou técnicas de design nos doces tradicionais do terreiro de Candomblé. A criação de elementos comestíveis, como espelhos dourados para Oxum, viralizou e atraiu encomendas de todo o Brasil. O tíquete médio saltou para R$ 200.

Estrutura e produção semanal

Hoje, o ateliê produz entre 1,5 mil e 2 mil unidades por semana. A divisão de tarefas é clara: Jéssica cuida das massas e Isabella da arte fina, incluindo esculturas comestíveis como o ibiri de Nanã. A produção segue um ciclo rígido que inicia no domingo para entregas nas sextas e sábias seguintes.

Expansão e futuro do negócio

Com faturamento mensal entre R$ 24 mil e R$ 38 mil, as empreendedoristas planejam ampliar a estrutura com uma cozinha industrial própria. Um e-book técnico está previsto para o fim do ano, visando replicar o modelo de negócios em outros estados e fortalecer a marca Dun Ateliê.