Prática viraliza nas redes

Um entregador de aplicativo viralizou ao mostrar que consumiu itens de pedidos cancelados em uma semana. A publicação revela a rotina de motoboys que, diante de falhas na entrega ou recusa do cliente, acabam ficando com a mercadoria. O caso expõe uma brecha comum no mercado de delivery, onde o descarte ou apropriação dos produtos varia conforme a plataforma.

Quem arca com o prejuízo?

Nos exemplos apresentados, os motivos variaram desde ausência do consumidor até limites de pagamento digital. Quando o cliente não está presente, o suporte pode autorizar o descarte ou a devolução. Se o cancelamento é feito pelo comprador após o pagamento, o custo inicial recai sobre ele, salvo recurso bem-sucedido junto à loja.

Políticas das grandes plataformas

O iFood orienta que, em caso de ausência, o entregador aguarde até 10 minutos antes do cancelamento. Após isso, o app indica se deve devolver ou descartar o item. Já a 99Food afirma que, em cancelamentos ou ausência comprovada, o parceiro fica com os produtos. A Keeta segue as regras definidas individualmente por cada restaurante parceiro.

Controvérsia e ética no setor

A tendência gerou debate acalorado. Enquanto alguns colegas invejam a sorte, críticos apontam o desperdício alimentar como problema grave. Há ainda relatos de entregadores que manipulam situações para forçar cancelamentos, o que gera desconfiança entre consumidores e estabelecimentos sobre a integridade da operação.