Choque no Mercado Chinês
O Brasil embarcou 229,3 mil toneladas de carne bovina em setembro, recuo de 35,1% ante o mesmo mês do ano anterior. A principal responsável pelo desempenho foi a queda abrupta de 93,2% nos envios à China, onde se esgotou a cota com tarifa reduzida.
Para os gestores de supply chain, o dado reforça a vulnerabilidade de depender de um único mercado emergente sem diversificação robusta de canais comerciais.
Salto Estratégico nos Estados Unidos
Enquanto a China freava, os Estados Unidos absorveram 48,3 mil toneladas, avanço de 389%. O surto deve-se ao aumento temporário da quota de carne magra pelos EUA e à eliminação da tarifa extracota de 26,4%, incentivando exportadores a realocarem volumes rapidamente.
Essa migração ágil demonstra como a flexibilidade operacional pode mitigar choques externos quando há demanda estrutural no destino alternativo.
Recuperação Parcial na União Europeia
A União Europeia importou 20 mil toneladas, alta de 29,7%. As empresas anteciparam certificações antes do embargo regulatório sobre antimicrobianos. No entanto, a incerteza permanece, pois as autorizações futuras dependem de novas decisões do bloco europeu.
Sinalização para o Ciclo 2027
No acumulado do ano, as exportações caíram 0,5%, mas a receita subiu 14,1%, totalizando US$14,17 bilhões. O setor já negocia o próximo ciclo da cota chinesa de 1,128 milhão de toneladas, iniciando em novembro, sob tarifa de 12% até o limite estabelecido.


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