Do RPG à realidade com impressão 3D

A Fabrinque nasceu da união entre engenharia e entretenimento. Fundada pelo casal Thiago Silva e Uliana Procópio, a empresa leva a lógica de criação de avatares dos videogames para o mundo físico. Utilizando impressoras 3D, os sócios produzem peças modulares que permitem ao cliente montar seu próprio personagem.

Mais de 2 milhões de combinações possíveis

O diferencial competitivo está na personalização extrema. As partes do corpo são conectadas por ímãs embutidos durante a impressão, facilitando a montagem. Com variações de cores, expressões faciais e roupas, o catálogo oferece mais de 2 milhões de possibilidades, garantindo que cada peça seja única.

Faturamento rápido e expansão digital

Em apenas cinco meses de operação no Parque Capivari, em Campos do Jordão, a marca atingiu R$ 100 mil em receita bruta. O tíquete médio gira em torno de R$ 99. A forte temporada turística impulsionou vendas, mas a sazonalidade exigiu uma resposta ágil: a abertura do canal online para manter o fluxo constante.

Nostalgia como estratégia de mercado

O design remete aos desenhos animados dos anos 90, apelando para a memória afetiva de adultos e adolescentes. A estética não é aleatória; foi desenvolvida com softwares de modelagem 3D e inteligência artificial para garantir encaixes perfeitos entre as peças, criando um produto durável e versátil.

Desafios de gestão e novos horizontes

Apesar do sucesso inicial, os fundantes enfrentam o clássico desafio de capital de giro para pequenas empresas. Para escalar, a Fabrinque planeja lançar áreas recreativas móveis em shoppings e fechar parcerias com plataformas de jogos, permitindo que o boneco físico se torne um avatar digital.