Da beira do colapso ao topo do setor

A história do Grupo Fakini é um estudo de caso sobre resiliência empresarial. Fundada em 1994 por Carmen e Moacir Fachini em Pomerode (SC), a empresa chegou a ameaçar fechar as portas no início dos anos 2000 devido à valorização do real que destruiu a margem de lucro de seus contratos de exportação. Hoje, o grupo fatura R$ 297 milhões anuais e exporta para 16 países.

Reestruturação radical e transparência

O salvamento da operação não ocorreu por sorte, mas por uma gestão agressiva de crise. A família abriu os livros para fornecedores, renegociando dívidas e mantendo o fornecimento de insumos essenciais. Simultaneamente, o atual CEO, Francis Fachini, assumiu a frente comercial, visitando lojas fisicamente para ouvir lojistas e ajustar produtos em tempo real, transformando feedbacks em vantagens competitivas.

Verticalização como pilar estratégico

Diferente de muitas confecções terceirizadas, a Fakini controla toda a cadeia produtiva. Desde a compra do algodão até a tinturaria e costura, a empresa possui processos patenteados. Essa verticalização permite atender picos de demanda com produção diária média de 50 mil peças e gerenciar 45 mil variações de produtos por ano, garantindo agilidade e controle de qualidade.

Escala industrial e inovação contínua

Com mais de 1,5 mil colaboradores diretos distribuídos em dez parques fabris, o grupo investiu R$ 15 milhões na última década para modernizar sua infraestrutura. A estratégia de negócios evoluiu para incluir licenciamentos de gigantes como Disney, Marvel e Netflix, além de parcerias locais como "A Boiadeirinha". A diversificação para moda adulta, com as marcas Angel e Aurus, amplia ainda mais o portfólio.