Impacto direto no faturamento

Oito em cada dez microempreendedores individuais (MEI) percebem aumento nas vendas após se formalizarem. A pesquisa Perfil do MEI e da MPE, realizada pelo Sebrae com 14 mil negócios, indica que 75% dos entrevistados registraram esse resultado positivo. Este é o melhor desempenho da série histórica, superando os 74% registrados em 2024.

Motivos para a formalização

A emissão de nota fiscal lidera as motivações, citada por 32% dos empreendedores. Em seguida, vem o acesso aos benefícios do INSS (27%) e a busca por evitar problemas fiscais (17%). Para gestores, esses dados reforçam que a estruturação jurídica não é burocracia, mas ferramenta de crescimento comercial.

Preferência pela autonomia

A vontade de manter-se como dono do próprio negócio é forte. Mais de 68% dos MEI recusariam voltar a ser funcionários mesmo recebendo salário equivalente ao seu faturamento atual. Essa preferência é ainda maior entre aqueles que empreendem por oportunidade, onde apenas 18% considerariam retornar ao emprego CLT.

Diferenciação regional e setorial

Estados como Ceará (81%), Mato Grosso (80%) e Piauí (80%) apresentam taxas de sucesso na formalização acima da média nacional. Entre as micro e pequenas empresas (MPE), 75% também relatam aumento de renda. O Amazonas e o Piauí lideram nesse segmento, com 82% de respostas positivas.

Lição para líderes

Para quem lidera ou planeja iniciar um negócio, a mensagem é clara: a informalidade limita o teto de ganhos. Dados anteriores já apontavam que rendimentos com CNPJ podem ser três vezes maiores que os informais. Formalizar-se abre portas para crédito, licitações e compras públicas.