Da falha ao azeite ao sucesso na moda

A trajetória da Garnizé não começou nas araras de roupas. Em 2016, o fundador Luiz Augusto Alves tentou o mercado de azeites importados, mas problemas logísticos interromperam o projeto. Após anos como representante comercial no Norte e Centro-Oeste, Alves resgatou a marca em 2024, unindo-se às empresárias Andréa Franco e Vanessa Oliveira para criar uma proposta diferenciada.

O modelo de quiosques que desburocratiza a compra

A estratégia central foi abandonar lojas tradicionais de grande porte em favor de quiosques em corredores de shopping centers. A premissa é atender consumidores que priorizam velocidade e conveniência, permitindo a compra de peças de qualidade em cerca de 20 minutos. Com 13 unidades próprias espalhadas por estados como Mato Grosso, Pará e Rondônia, a operação registrou faturamento de R$ 6,48 milhões em 2025.

Posicionamento Agro-Urbano e gestão à distância

O conceito "agro-urbano" conecta produtores rurais e moradores de cidades que buscam conforto sem abrir mão da apresentação social. O portfólio foca em itens atemporais, como camisetas básicas, golas polo e peças com proteção UV. A gestão das equipes é feita à distância, utilizando câmeras e reuniões por vídeo para manter um fluxo de vendas padronizado em três etapas.

Dobrar a receita e expandir via franchising

Para 2026, a meta é duplicar a receita, alcançando R$ 13 milhões. Para sustentar esse crescimento, a empresa estruturou seu modelo de franquia turnkey, com investimento inicial estimado em R$ 200 mil e payback projetado em 24 meses. A consultoria especializada visa facilitar a replicação do negócio em novas praças.

Foco no agronegócio e novos canais

A expansão prioritária direciona-se a polos do agronegócio regional, incluindo a próxima unidade em Rio Verde (GO). Além dos quiosques, a Garnizé opera no atacado B2B e mantém e-commerce próprio, com planos de ingresso em grandes marketplaces para ampliar sua capilaridade e rentabilidade no curto prazo.