O fim do viés de histórico

Na contramão da lógica tradicional, um currículo impecável já não garante a contratação ideal. Com a inteligência artificial automatizando tarefas operacionais, as empresas precisam priorizar habilidades cognitivas e adaptabilidade, competências que o papel não revela. O risco de contratar apenas pelo passado é ignorar quem tem capacidade de inovação.

Avaliações que medem o futuro

Thomas Costa, diretor de Growth da Redarbor Brasil (dona do Pandapé), alerta que o currículo depende da narrativa do candidato. Para reduzir subjetividade, a recomendação é combinar provas práticas e testes cognitivos. Essa triangulação de dados oferece uma visão mais realista sobre a tomada de decisão e a resolução de problemas sob pressão.

Tecnologia a serviço da análise humana

Ferramentas como o Pandapé Genoma utilizam gamificação para mapear traços comportamentais e atitudinais. No entanto, a tecnologia não substitui o julgamento humano. Os dados gerados devem ser interpretados dentro do contexto estratégico da empresa, evitando que profissionais sejam reduzidos a simples scores numéricos ou classificações rígidas.

Pandapé Experience: ciência e talento

O tema será central no Pandapé Experience, em 27 de outubro, em São Paulo. O evento reunirá líderes de RH para debater a interseção entre ciência de dados e gestão de pessoas. A programação conta com Andrea Iorio, ex-CDO da L'Oréal, que abordará a inteligência híbrida e as novas demandas de liderança.