Adoção acelerada da IA nos escritórios

A inteligência artificial deixou de ser experimentação para se tornar rotina em 74% dos escritórios de arquitetura. Segundo levantamento do Royal Institute of British Architects (RIBA) para 2026, o número saltou de 59% no ano anterior. A tecnologia é aplicada em visualizações, gestão, conformidade e desenvolvimento técnico.

Do operador ao estrategista

Sérgio Santos, CEO da Redraw, alerta que a automação não elimina o profissional, mas transforma seu papel. Atividades operacionais tendem a cair, enquanto a função estratégica ganha peso. O arquiteto e o engenheiro permanecem responsáveis por validar a viabilidade técnica e aplicar as soluções geradas.

O novo valor do prompt engineering

A habilidade central passa a ser a comunicação com a ferramenta. O profissional atua como tradutor das necessidades do cliente em comandos precisos. Saber formular prompts eficientes torna-se tão crucial quanto dominar softwares tradicionais de desenho e modelagem.

Riscos à formação e redução de vagas

Apesar dos ganhos de eficiência, há preocupações reais. 59% dos escritórios temem redução de funcionários e 61% acreditam que a IA dificulta a aquisição de experiência por iniciantes. A tecnologia tira tarefas repetitivas, mas pode criar um abismo na curadoria de talentos júnior.

Cliente informado e curadoria técnica

O fluxo de trabalho também muda antes da contratação. Clientes chegam com referências organizadas por IAs pessoais. O escritório deve atuar na filtragem, correção e continuação criativa, garantindo que a proposta inicial atenda às exigências legais e construtivas reais.