Expectativa recorde para a inteligência artificial

O Brasil lidera a confiança global na aplicação da inteligência artificial no varejo. Segundo levantamento da Sinch, 78% dos consumidores brasileiros acreditam que a tecnologia facilitará suas compras, percentual muito acima da média mundial de 43%. O estudo, que ouviu 2.501 pessoas em oito países, posiciona o mercado brasileiro como o mais entusiasta diante dessa transformação digital.

Privacidade como barreira crítica

A otimismo não esconde as preocupações. Metade dos entrevistados (52,3%) aponta a privacidade e o uso de dados como os principais obstáculos. Para empresas que se preparam para picos de demanda, como a Black Friday, o desafio é equilibrar a agilidade dos assistentes virtuais com a garantia de segurança. A confiança varia conforme a tarefa: é alta para rastreamento de pedidos, mas cai drasticamente em questões financeiras sensíveis.

Personalização versus complexidade humana

Mario Marchetti, CEO da Sinch para a América Latina, enfatiza que a personalização será o diferencial competitivo. Recomendações irrelevantes geram ruído, enquanto ofertas alinhadas às preferências reais aumentam a conversão. No entanto, a nuance humana ainda prevalece em interações complexas ou por voz, onde 53% dos consumidores globais confiam mais em atendimentos pessoais do que em agentes autônomos.

Estrutura de dados antes da automação

Antes de implementar soluções avançadas, as empresas precisam organizar seus bancos de informação. Dados desestruturados comprometem a eficácia até das ferramentas mais sofisticadas. Marchetti alerta que a IA só funcionará naturalmente quando eliminar etapas desnecessárias, exigindo que os negócios invistam em governança de dados e transparência no tratamento de informações pessoais.