Pressão externa e cautela local

O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira em baixa de 0,18%, fechando em 206.505,98 pontos. O movimento acompanhou as perdas nas bolsas americanas, impulsionadas pelos dados de inflação (CPI) dos Estados Unidos, que superaram expectativas e reacenderam temores de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve.

Apesar da pressão inicial, o índice recuperou parte das perdas ao longo do dia, sustentado pela alta do petróleo e pelos ganhos das ações da Petrobras. O volume financeiro negociado na B3 atingiu R$ 45,37 bilhões.

Dólar e cenário político

O dólar à vista subiu 0,14%, cotado a R$ 5,0298. A moeda americana ganhou força globalmente após os dados de inflação norte-americana elevarem as apostas por uma postura mais restritiva do Fed. Localmente, o câmbio reflete a espera por sinais claros sobre a política fiscal no segundo turno.

Investidores aguardam a divulgação da pesquisa Quaest, prevista para depois das 18h. Pesquisas anteriores indicam empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula, mantendo a incerteza sobre o perfil econômico do próximo governo.

Petrobras lidera ganhos

A Petrobras foi destaque positivo, com a PN subindo 2,22% e a ON avançando 1,94%. O setor energético beneficiou-se da alta do petróleo Brent, que fechou em US$ 106,06 o barril, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Analistas apontam que o mercado pode operar em lateralidade entre 205 mil e 209 mil pontos nos próximos dias, enquanto aguarda desfecho eleitoral e definição de prioridades fiscais.

Setores em baixa

O setor financeiro pressionou o índice, com Itaú (-1,41%), Bradesco (-1,12%) e Santander (-2,08%) registrando perdas. Varejo e construção civil também sofreram: Magazine Luiza caiu 4,49% e Cyrela recuou 4,31%, após resultados operacionais abaixo do esperado.