Inflação supera teto da meta

A mediana das estimativas do mercado financeiro para o IPCA em 2026 subiu de 5,01% para 5,22%. O dado, divulgado no Boletim Focus do Banco Central nesta terça-feira (13), marca a quarta alta consecutiva. A nova projeção fica 0,72 ponto percentual acima do teto de tolerância de 4,5%, estabelecido pela meta oficial de 3%.

Pressão persistente nos preços

Há quatro semanas, a expectativa era de 4,90%. A deterioração indica que analistas veem uma inflação mais persistente, difícil de conter. Para anos seguintes, as previsões também permanecem acima do centro da meta: 4,30% para 2027, 3,79% para 2028 e 3,50% para 2029.

Juros e PIB estáveis

Apesar da pressão inflacionária, a projeção para a Selic ao final de 2026 caiu de 13,50% para 13,25%. O crescimento do PIB manteve-se em 1,85%. O cenário sugere juros ainda restritivos, encarecendo o crédito para pequenas e médias empresas.

Dólar recua levemente

O câmbio projetado para o fim de 2026 recuou de R$ 5,20 para R$ 5,15. Essa valorização relativa pode ajudar a controlar custos de importação, mas o repasse aos preços domésticos depende da velocidade de transmissão cambial.