Expectativas de alta pressionam o Fed

A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos para setembro está definida como o principal catalisador de movimento nos mercados nesta quarta-feira, 14 de outubro. A mediana das expectativas indica aceleração da inflação geral para 3,6%, ante os 3,4% registrados em agosto. O núcleo do índice também deve subir, passando de 2,4% para 2,5%, sinalizando rigidez nos preços.

Dilema do Federal Reserve

Os números influenciam diretamente a reunião do Fomc agendada para os dias 27 e 28 de outubro. Segundo a ferramenta CME FedWatch, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,75% a 4,00% caiu para 78%. Há uma chance de 22% de um novo aumento de 0,25 ponto percentual. Para dezembro, a expectativa de alta subiu para 70,8%, reforçando o cenário de aperto monetário prolongado.

Sinais dos dirigentes do Fed

O presidente do Fed de Nova York, John Williams, reafirmou que pode ser necessário elevar os juros mais uma vez neste ano para combater a inflação, embora não veja urgência em 2027. Essa posição contrasta com declarações anteriores de que não havia necessidade imediata após o último ajuste, demonstrando a cautela do banco central diante dos dados recentes.

Impacto nos ativos globais

No pré-mercado, os contratos futuros dos índices americanos operam sem tendência clara, enquanto o ETF brasileiro EWZ recua 0,8%. No setor de commodities, o petróleo Brent sobe 0,8% para US$ 106,6 por barril, impulsionado por tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz. Esse cenário de juros altos e energia cara pressiona margens e custos de capital para empresas.