Controle financeiro supera barreiras externas

A má gestão financeira consolidou-se como o fator mais associado ao fechamento de pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil. Segundo levantamento inédito da Serasa Experian, 47% dos entrevistados apontam a falta de controle financeiro como a principal causa de insolvência. O índice supera a carga tributária (40%), a burocracia (34%) e a escassez de capital ou crédito (29%).

Essa percepção não se limita à análise de concorrentes. Ao avaliar seus próprios negócios, 58% dos empreendedores concordam que a gestão financeira precária representa um risco central para a continuidade do negócio. A preocupação intensifica conforme o crescimento da operação: passa de 48% entre MEIs e microempresas para 62% nas pequenas empresas e atinge 76% nas médias.

Tecnologia e planejamento como antídotos

Mariana Figueiredo, diretora de produtos e tecnologia para PMEs da Serasa Experian, destaca que, embora fatores externos pesem na jornada empresarial, o controle interno é decisivo. Manter clareza sobre caixa, receitas e custos, aliado ao uso de tecnologia para antecipar dificuldades, oferece segurança para decisões estratégicas.

O estudo, realizado com 511 empresas em todo o país (nível de confiança de 95% e margem de erro de 4 pontos percentuais), indica que 70% das companhias possuem planos de contingência para crises de caixa. No entanto, há uma disparidade de preparo: apenas 54% dos MEIs têm esses planos, contra 85% das médias empresas.

IA e previsibilidade para o pequeno empreendedor

Para o pequeno empresário, que frequentemente acumula diversas funções, organizar as finanças pode ser desafiador. A especialista ressalta que a tecnologia moderna permite projetar receitas e custos futuros, recomendando ações assertivas via inteligência artificial. Essa previsibilidade libera tempo para o foco no core business e reduz a incerteza operacional.