Agilidade e Metas Ambiciosas

No primeiro ano como CMO da NAOS no Brasil, Juliana Valeriano consolida uma gestão que combina a estrutura multinacional com a velocidade de decisão típica de empresas familiares. O resultado é projeção de crescimento superior a 18% nas vendas nacionais para 2026. A meta estratégica é clara: elevar o Brasil da 8ª para a 7ª posição no ranking de faturamento global do grupo, que controla as marcas Bioderma, Esthederm e Etat Pur.

A Porta de Entrada Acessível

O mercado brasileiro demonstra um comportamento distinto: consumidores buscam primeiro marcas mais baratas para introduzir ativos premium, como ácido hialurônico e retinol, na rotina. A NAOS identifica essa jornada como a chave para a expansão do dermocosmético. Ao oferecer fórmulas puras e cientificamente comprovadas, a empresa converte usuários iniciantes em clientes fiéis de patamares superiores, validando o modelo de negócio local como referência para a matriz francesa.

Prescrição Médica como Motor de Vendas

Diferente de outros mercados, onde o varejo generalista domina, aqui 60% das vendas de dermocosméticos ocorrem em farmácias, impulsionadas pela prescrição dermatológica. Após consultas, pacientes buscam produtos que potencializam tratamentos médicos. Essa relação de confiança explica por que a NAOS prioriza a credibilidade científica sobre tendências passageiras, posicionando seus portfólios como extensões naturais do cuidado clínico.

Inovação Exclusiva para o Mercado Local

Tanto o sucesso operacional quanto a compreensão profunda do consumidor brasileiro fizeram da NAOS Brasil um hub de inovação. A matriz já utiliza o país para testar estratégias globais. Para 2027, a companhia prepara um lançamento exclusivo para a América Latina, focado em tecnologia facial avançada. A escolha do Brasil não é acidental: o consumidor local responde rapidamente a estímulos de valor agregado, tornando-o um terreno fértil para lançamentos disruptivos.