Expansão global e metas ambiciosas

A Nomad traçou uma meta clara: atingir US$ 1 bilhão em receita anualizada (ARR) nos próximos cinco anos. Atualmente, a fintech espera fechar 2026 com ARR superior a R$ 1 bilhão, consolidando sua posição no mercado. Com mais de R$ 8 bilhões em ativos sob custódia e 3,8 milhões de clientes, a empresa demonstra crescimento sustentável, superando a fase de queima de caixa.

O papel da Inteligência Artificial

A inteligência artificial deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar estrutural na operação da Nomad. A contratação de um diretor específico para a área e o investimento pesado em tokens de API indicam que a tecnologia é central para escalar operações e personalizar serviços. Isso reduz custos operacionais e aumenta a eficiência na gestão de portfólios complexos.

Mudança regulatória e consultoria

Lucas Vargas destaca que a transição de modelos baseados em comissões para o advisory com taxas fixas elimina conflitos de interesse. Esse movimento regulatório, comum em mercados maduros como os EUA, permite que produtos menos divulgados ganhem espaço. Para o empreendedor, isso sinaliza que a transparência nos custos financeiros tende a ser a norma futura, beneficiando quem busca alocação inteligente.

Diversificação além das fronteiras

Além do mercado brasileiro, onde possui licença de DTVM, a Nomad expande seu leque com a licença de broker-dealer nos EUA. O próximo passo inclui a oferta de USITs e ativos da Europa e Ásia. Essa estratégia visa reduzir a dependência exclusiva do dólar americano e oferecer soluções globais, atendendo à demanda crescente por diversificação real das carteiras domésticas.