Impulso dos pequenos negócios

O Brasil consolidou seu papel como potência empreendedora em setembro, com a criação de 452,6 mil novos CNPJs. O dado revela que os pequenos negócios lideram a abertura de empresas no Brasil, respondendo por uma fatia dominante do mercado. Juntos, microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) somaram cerca de 96,5% do volume total.

Esse resultado supera em 5,5% o desempenho registrado no mesmo mês do ano anterior, quando foram abertas 428,9 mil unidades. A trajetória positiva se estende ao acumulado dos nove primeiros meses de 2026, período em que foram criadas 4,39 milhões de empresas.

Distribuição setorial e regional

A estrutura desses novos negócios mostra clara preferência pelo setor de Serviços, que concentrou 64% das aberturas em setembro, totalizando 288.076 CNPJs. O Comércio ficou em segundo lugar com 21%, enquanto a Indústria representou apenas 8%. Geograficamente, o Sudeste mantém a hegemonia: São Paulo lidera com 29,7% das novas empresas, seguido por Minas Gerais (10,2%) e Rio de Janeiro (8,2%).

Crescimento acelerado fora do eixo tradicional

Embora o Sudeste domine o volume absoluto, as taxas de crescimento mais expressivas ocorreram em outras regiões. No acumulado do ano, o Amapá registrou alta de 42,6% na criação de MEIs, contra 25,7% no Maranhão e 25,2% no Ceará. Já para as micro e pequenas empresas (MPE), destaque para o Distrito Federal (24,3%), Mato Grosso do Sul (23,6%) e Paraná (21,6%).

Impacto estratégico na economia

Para Décio Lima, presidente do Sebrae, os números confirmam o peso estratégico dos pequenos negócios na geração de empregos e na distribuição de renda. "São homens e mulheres que acordam pela manhã e contribuem para a inclusão social por meio dos seus negócios", afirma. Para líderes empresariais, o cenário indica que a formalização e o empreendedorismo de base continuam sendo motores essenciais da economia nacional.