Decisão estratégica sobre tributação

A Reforma Tributária impõe uma escolha obrigatória para micro e pequenas empresas do Simples Nacional. O empreendedor deve decidir, até 30 de outubro, se mantém os novos impostos (IBS e CBS) integrados à guia única do DAS ou opta pelo regime híbrido, pagando-os separadamente. A falta de definição automática mantém a empresa no modelo tradicional.

Tradicional versus Híbrido

O Simples Tradicional é indicado para negócios B2C, como varejo de rua e serviços locais, onde o consumidor final não recupera créditos fiscais. Já o Simples Híbrido favorece quem vende para outras empresas (B2B), pois permite repassar crédito integral ao cliente, aumentando a competitividade em contratos corporativos.

Impacto nos MEIs

O Microempreendedor Individual continua com o valor fixo do DAS e faturamento limitado a R$ 81 mil. No entanto, a emissão de notas seguirá padrões nacionais atualizados. Empresas que compram de MEIs perdem crédito fiscal significativo, o que pode reduzir vendas para PJ e justificar a migração para microempresa.

Preparação operacional

Sistemas de gestão e ERP devem ser ajustados para as novas classificações fiscais NCM e NBS. A Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) de padrão nacional torna-se obrigatória para prestadores de serviço a partir de novembro de 2026. Consultores recomendam simular cenários com base na margem e perfil de fornecedores.

Cronograma de transição

O processo é gradual e termina em 2033. Em 2026, há testes simbólicos. Em 2027, PIS e Cofins são extintos e a CBS entra em vigor plena. De 2029 a 2032, o IBS substitui ICMS e ISS progressivamente. A simplificação visa devolver tempo ao gestor, mas exige preparo técnico antecipado.