Blindagem das Estatais

O economista Adolfo Sachsida, coordenador do plano econômico da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, descartou categoricamente a possibilidade de privatização de Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele buscou acalmar investidores e servidores, afirmando que nenhuma dessas empresas será tocada.

A promessa contrapõe parte da cartilha "Para o Brasil Vencer o Atraso", que previa uma avaliação caso a caso para retomar processos de venda de ativos públicos. Sachsida não esclareceu se essa nova posição representa uma mudança formal no programa ou apenas uma garantia imediata para as três maiores companhias estatais.

Foco no Ajuste Fiscal

Diante de reportagens que indicam estudos sobre mudanças nas regras de correção de despesas obrigatórias, com potencial economia de R$ 250 bilhões, Sachsida direcionou a atenção para os excessos da administração pública. O ajuste fiscal seria concentrado na redução do número de ministérios e no combate aos chamados supersalários do funcionalismo.

"Não faz sentido um funcionário público ganhar 200 mil reais por mês. Isso é salário de quem está no setor privado", argumentou. A estratégia visa equilibrar as contas sem tocar nos benefícios sociais, incluindo Bolsa Família e BPC, que seriam preservados e fortalecidos.

Gestão e Eficiência

Além de garantir a manutenção das estatais, o coordenador prometeu melhorar a gestão das empresas sob controle federal, assegurando que voltem a gerar lucros e respeitar a população. No entanto, a afirmação ignora que as três companhias já registram resultados positivos recentes, sem detalhes sobre quais reformas administrativas seriam implementadas.

Para o setor privado, a proposta inclui redução de impostos e simplificação burocrática, reconhecendo o empreendedor como motor de geração de emprego. Contudo, o plano não especifica quais tributos seriam cortados nem como a perda de arrecadação seria compensada, deixando lacunas importantes para analistas de mercado.