Reavaliação pós-eleição
O Boletim Focus projeta a Selic em 13,50% ao fim de 2026, mantendo estabilidade nas expectativas para o ano seguinte. Após o primeiro turno das eleições, investidores recalculam cenários para juros, câmbio e inflação, sinalizando cautela na trajetória monetária.
Incerteza eleitoral e curvas de juros
Especialistas observam que o resultado do pleito reduziu prêmios de risco nas curvas de juros. No entanto, economistas destacam que a decisão do Copom não depende apenas do nome do presidente eleito, mas da postura fiscal adotada pelo novo governo frente às contas públicas.
Fator fiscal determina cortes
A meta de inflação é de 3%, mas o IPCA acumulado em 12 meses está em 4,22%. Uma política fiscal austera pode reancorar expectativas e permitir cortes mais agressivos. Por outro lado, gastos expansionistas pressionam preços, dificultando a convergência da taxa básica para a meta estabelecida.
Cenário cambial e econômico
Um real mais forte, potencializado por disciplina fiscal, daria ao Banco Central espaço para acelerar os ciclos de redução de juros além do atual ritmo de 25 pontos-base. A eficácia da política monetária está intrinsecamente ligada à condução das contas públicas no curto e longo prazo.


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