O mito do status no mercado de tênis

As marcas investem pesado no tênis, mas falham ao interpretar os dados. Um estudo recente mostra que o setor ainda opera com uma visão ultrapassada, associando o esporte exclusivamente a luxo e tradição. Na prática, o consumidor brasileiro busca diversão e socialização, não apenas prestígio.

Dados que desconstruem estereótipos

A pesquisa Inside Out, liderada por Miriam D'Agostini e pela Ground Co, ouviu mais de 250 pessoas. O resultado é claro: quem joga não se vê como o 'executivo elegante' estereotipado. A retenção é altíssima, com 74% jogando há mais de dez anos, mas a percepção da marca não acompanha essa lealdade orgânica.

A armadilha da lembrança versus consumo

Ser famoso não garante vendas. A Nike tem 55% de lembrança, mas apenas 36% de consumo efetivo. A Lacoste sofre ainda mais, com 9% de conversão. Isso indica um erro estratégico grave: as empresas estão comprando visibilidade em vez de construir conexão real com a comunidade de jogadores.

Influência local supera celebridades

Enquanto o marketing tradicional aposta em ídolos globais, a decisão de compra é validada por professores e amigos. Os circuitos amadores crescem rápido, mas a infraestrutura física não acompanha. O futuro do negócio depende de resolver a escassez de quadras e horários, não apenas de criar campanhas publicitárias.