Menor vacância da história

O mercado de condomínios logísticos de alto padrão no Brasil atingiu seu ponto mais apertado desde que os dados são coletados. Ao final do terceiro trimestre de 2026, a taxa de vacância recuou para 4,2%, o menor nível registrado na série histórica. Esse cenário reflete uma dinâmica de oferta e demanda extremamente equilibrada, onde a procura supera consistentemente a disponibilidade de ativos.

Expansão acelerada das entregas

A redução da ociosidade ocorreu mesmo com um surto de novos empreendimentos. Entre julho e setembro, 819 mil metros quadrados foram incorporados ao mercado, um volume 60% superior ao do trimestre anterior. O inventário nacional alcançou 33,6 milhões de m², crescimento de 10% em relação aos últimos 12 meses, demonstrando a confiança dos investidores na continuidade da expansão.

E-commerce como motor principal

O setor de comércio eletrônico continua sendo o principal vetor dessa demanda aquecida. Empresas do segmento responderam por seis das dez maiores locações realizadas no período. Essa concentração reforça a necessidade estratégica de imóveis próximos aos centros consumidores, capazes de atender a logística reversa e prazos de entrega cada vez mais curtos.

Pressão altista nos aluguéis

A escassez de espaços bem localizados já se traduz em números financeiros. O valor médio pedido de locação aproxima-se de R$ 33/m²/mês, mantendo a trajetória de alta observada ao longo de 2026. Para Ricardo Betancourt, CEO da Colliers, a baixa oferta de ativos de alto padrão intensifica a competição, pressionando os valores tanto em novas negociações quanto em reajustes contratuais.