Da despesa ao resultado

O volume global de viagens corporativas deve atingir US$ 1,71 trilhão em 2026, segundo projeções da Global Business Travel Association (GBTA). Diante desse montante, líderes precisam responder uma pergunta crucial: quanto desse recurso realmente impulsiona os resultados do negócio? Humberto Cançado, sócio-diretor da Voetur Viagens, alerta que a resposta depende de abandonar a visão puramente contábil.

Mudar a perspectiva de avaliação

Avaliar apenas o preço da passagem ou da hospedagem é insuficiente. O gestor deve entender qual objetivo motivou o deslocamento e o que a empresa espera alcançar. Sem essa clareza, o executivo enxerga apenas uma despesa, ignorando o potencial valor gerado pela reunião presencial ou pela visita técnica.

Medir o impacto real

Nem todo retorno aparece no faturamento imediato. Para mensurar o sucesso, é necessário estabelecer indicadores antes do embarque, como oportunidades comerciais abertas, conversão em vendas e cumprimento de prazos operacionais. A produtividade ganha com a presença física também é um dado relevante.

Eficiência acima do preço baixo

Redução de custos não significa necessariamente eficiência. Escolher a tarifa mais barata pode ser contraproducente se o itinerário alongar o tempo de deslocamento, se o hotel for distante dos compromissos ou se a demora na aprovação fizer a oportunidade comercial desaparecer.

Dados para decisões estratégicas

Plataformas de gestão e análise de dados permitem cruzar gastos com objetivos. Informações sobre antecedência de compras, custo por destino e reaproveitamento de créditos ajudam a identificar desperdícios. Quando a gestão cruza esses dados, ela deixa de ser operacional e passa a contribuir ativamente com o planejamento financeiro e as prioridades estratégicas da organização.