Do preconceito ao modelo de negócio
A Diaspora.Black é um exemplo claro de como uma dor social pode se transformar em uma oportunidade de mercado estruturada. A plataforma foi fundada em 2016 por Carlos Humberto, que decidiu agir após sofrer racismo quando um casal desistiu de hospedá-lo em seu apartamento no Rio de Janeiro ao saber que ele era negro. Essa experiência não apenas motivou a criação de um ambiente mais seguro, mas também revelou uma lacuna significativa na oferta turística tradicional.
Marketplace curado para representatividade
O modelo da empresa opera como um marketplace onde guias, anfitriões e prestadores de serviço listam roteiros, estadias e traslados. Diferente de plataformas genéricas, a curadoria rigorosa da Diaspora.Black garante que todas as experiências estejam alinhadas à história e à representatividade negra. Ao realizar uma venda, a startup retém uma comissão, repassando o restante aos fornecedores cadastrados.
Crescimento global e impacto social
Em 2025, a companhia registrou faturamento anual de R$ 4 milhões, consolidando o afroturismo como um segmento lucrativo e não apenas nicho. Com mais de 800 fornecedores e atuação em 145 cidades, a empresa expandiu suas fronteiras inaugurando seu primeiro escritório internacional em Portugal. A operação remota conta com 30 colaboradores distribuídos geograficamente.
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