Intervenção direta na cadeia de suprimentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão dos lotes H7953B14 e H7953B06 do medicamento Ocrevus. A medida visa impedir a comercialização de produtos que entraram no mercado sem autorização, garantindo a integridade da supply chain farmacêutica.

Risco sanitário em medicamentos manipulados

Além do bloqueio do remédio para esclerose múltipla, a agência suspendeu a venda e manipulação de produtos estéris da ICT Farmacêutica Ltda. As deficiências nas instalações comprometem a esterilidade, exigindo recolhimento imediato das preparações produzidas entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026.

O problema central envolve a Laf Med Distribuidora, empresa com Autorização de Funcionamento inativa desde outubro de 2025. Os lotes do Ocrevus eram destinados a outros países, mas foram redirecionados ao Brasil, rompendo o controle térmico e sanitário necessário à conservação do fármaco.

  • Anvisa proibiu armazenamento, transporte e propaganda dos lotes irregulares.
  • Laf Med já havia sido autuada anteriormente por distribuição de falsificados.
  • Roche Farma Brasil reforça que não possui vínculo comercial com a distribuidora.

Impacto na gestão de riscos corporativos

Para líderes empresariais, o caso ilustra a vulnerabilidade de cadeias informais. A Roche esclareceu que os lotes citados não passaram por sua validação, destacando a importância de auditorias rigorosas em parceiros logísticos para evitar contaminação reputacional e legal.