Ranking de complexidade sobe

O Brasil ocupou o terceiro lugar no Índice Global de Complexidade Empresarial (GBCI) em 2026, subindo seis posições em relação ao ano anterior. O estudo da TMF Group identifica a carga tributária e a instabilidade regulatória como os principais fatores que dificultam a operação de negócios no país.

Retenção na fonte altera cenário

A reintrodução da retenção na fonte de 10% sobre dividendos pagos a acionistas não residentes foi um ponto de virada. Essa medida fiscal, somada ao clima político incerto, incentivou investidores a revisarem suas estruturas patrimoniais imediatamente.

Diversificação como estratégia de risco

A resposta das famílias de alto patrimônio não foi abandonar o mercado brasileiro, mas distribuir ativos entre diferentes jurisdições. O objetivo é reduzir o risco de concentração e proteger o capital contra volatilidades locais e geopolíticas.

Crescimento dos ativos no exterior

Dados do Banco Central revelam que os residentes brasileiros detinham cerca de US$ 620 bilhões em ativos no exterior em 2024. Esse valor representa mais de três vezes o montante registrado em 2007, evidenciando uma tendência estrutural de internacionalização.

Profissionalização dos Family Offices

Para gerir essa complexidade, os escritórios familiares estão adotando modelos híbridos e terceirizando funções. A busca por profissionais qualificados inclui incentivos de longo prazo, como carried interest, para alinhar interesses com a preservação do patrimônio.