Impacto climático na safra

A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul registrou a primeira redução acumulada da safra 2026/27. Até meados de setembro, o volume processado caiu 1,5% em relação ao ciclo anterior. As chuvas intensas, agravadas pelo fenômeno El Niño, dificultaram a colheita e interromperam operações nas usinas.

Desvio estratégico para etanol

Diante da umidade excessiva, as indústrias priorizaram a produção de etanol. A fabricação do biocombustível avançou 8,7% no acumulado, atingindo 22,94 bilhões de litros. Em contraste, a produção de açúcar recuou 14,4%, totalizando 26,07 milhões de toneladas, refletindo a vantagem econômica do álcool no momento.

Queda brusca na segunda quinzena

O impacto foi mais severo nos primeiros quinze dias de setembro. A moagem despencou 34,2% no comparativo anual, caindo para 30,16 milhões de toneladas. Simultaneamente, a fabricação de açúcar diminuiu 41,6%. Consultorias já reduziram projeções para o fim da safra atual.

Estoques e mercado futuro

Os estoques totais de etanol subiram 4%, impulsionados pelo crescimento de 15% no álcool hidratado. Analistas indicam que o excesso de cana deve beneficiar a safra seguinte. Previsões apontam mais chuvas acima da média histórica nas principais regiões produtoras até o final do mês.