Qualidade como barreira estratégica

A Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do Brasil, anunciou oficialmente que rejeitará lotes de grãos contaminados por micotoxinas ou excesso de umidade na safra 2026. A medida visa blindar a reputação da marca no exterior e garantir conformidade com as rigorosas normas sanitárias internacionais.

O impacto das chuvas na colheita

O fenômeno climático El Niño provocou chuvas intensas durante a colheita, fazendo café cair no solo úmido. Esse contato prolongado gera fungos produtores de toxinas, tornando o produto impróprio para consumo humano segundo a legislação brasileira. A cooperativa não aceitará esses lotes em seu sistema de processamento.

Proteção ao produtor e ao mercado

Além de evitar rejeições por importadores estrangeiros, a decisão economiza espaço nos armazéns da cooperativa. Corretores locais indicam que a medida protege tanto os associados quanto a cadeia logística, priorizando apenas grãos que atendem aos padrões de exportação exigidos pelo mercado global.