Da necessidade à oportunidade

A mudança de carreira de Adriana Pinto Silva, de 46 anos, nasceu da urgência. Com o corte do benefício da filha, que tem epilepsia, a ex-manicure precisava de renda previsível. A solução veio observando hábitos locais: na feira de Nilópolis (RJ), o alho triturado era sucesso. Ela iniciou a Alho da Dri com apenas 5 kg de matéria-prima e um equipamento básico.

Crescimento exponencial nas redes

O diferencial não foi apenas o produto, mas a comunicação. Adriana criou perfis dedicados no Instagram e TikTok, mostrando o processo produtivo. A transparência gerou engajamento massivo, ultrapassando 34 mil seguidores no principal canal. O pulo do gato ocorreu ao incluir o telefone e a localização explicitamente nas legendas, convertendo visualizações em vendas reais.

Operação e finanças

Para escalar, investiu R$ 4 mil em uma descascadora industrial, parcelada no cartão de crédito. Hoje, a empresa processa até 90 kg de alho por semana. O modelo de revenda, com desconto para compras acima de 20 unidades, antecipa caixa e viabiliza a compra de insumos na Ceasa de Irajá. O faturamento bruto nos primeiros nove meses superou R$ 10 mil.

Desafios de escala

O crescimento doméstico impõe limites físicos. A máquina atual processa 6 kg por ciclo, insuficiente para a demanda semanal. Adriana planeja adquirir equipamentos adicionais e preparar uma cozinha industrial própria. A logística também é um gargalo: sem veículo próprio, depende de transporte público e apps para abastecer a produção.