Do improviso à escala

Rogério Maldonado não planejava ser empresário. A origem da Bandeiras Digitalizadas foi um pedido urgente de sua torcida para um jogo. Com experiência em maquiagem artística, ele comprou tecido, desenhou e levou a uma costureira local. O resultado chamou atenção e gerou novos pedidos.

O ponto de virada veio quando um cliente exigiu nota fiscal. Percebendo que o crescimento dependia de formalização, Maldonado abriu um MEI e investiu R$ 80 mil para estruturar a operação. A mudança foi crucial para atender demandas maiores e garantir segurança jurídica.

Processo e detalhe técnico

A produção hoje envolve planejamento gráfico, digitalização, impressão em tecido e corte preciso. Um diferencial competitivo é a marcação interna das peças, indicando "parte de cima" e "parte de baixo", evitando erros na abertura nas arquibancadas. Esse cuidado com detalhes reduz retrabalho e aumenta a satisfação do cliente.

Com 11 colaboradores, a empresa fatura cerca de R$ 40 mil mensais. O catálogo expandiu para faixas, mosaicos e camisões de estádio, além de atender ações promocionais corporativas. A diversificação de serviços ajuda a estabilizar a receita em períodos sem jogos importantes.

Projetos de grande porte

As criações mais expressivas incluem uma bandeira de 220 metros por 90 metros para o Fluminense no Maracanã e outra para os 95 anos do São Paulo FC no Morumbi. Esses projetos demonstram capacidade logística e técnica, posicionando a empresa como referência no nicho de torcidas organizadas.