Dólar alcança maior valor em seis meses
O dólar à vista fechou em alta de 0,83%, cotado a R$ 5,2264 nesta segunda-feira. A moeda americana atingiu seu patamar mais elevado desde março de 2026, impulsionada por uma combinação de fatores internos e externos. O cenário político brasileiro, marcado pela proximidade das eleições, somou-se à pressão do petróleo no exterior para fortalecer a divisa.
Eleições geram volatilidade e definem fluxo
A principal variável interna continua sendo o resultado das pesquisas eleitorais. Levantamentos recentes mostram um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, gerando indecisão nos mercados. Estrategistas apontam que a falta de clareza sobre o vencedor tende a manter o risco país elevado, favorecendo a compra de dólares como proteção.
Petróleo e juros dos EUA pressionam ativos emergentes
No ambiente internacional, o barril do Brent subiu 0,92% para US$ 105,28, refletindo tensões geopolíticas. Paralelamente, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 10 anos avançaram para 5,23%, desestimulando fluxos para economias emergentes. Esse contexto externo pesado limitou a capacidade da bolsa brasileira de ganhar força, mesmo com resultados positivos de empresas específicas.
Petrobras sustenta Ibovespa; bancos recuam
O índice Ibovespa cedeu apenas 0,26%, fechando em 182.991 pontos. O desempenho foi sustentado pelo setor de energia, com a Petrobras subindo 1,52%. Em contraste, o setor financeiro sofreu pressões, com Itaú, Bradesco e Santander registrando quedas. Investidores avaliam o impacto de novas medidas governamentais, como o Desenrola Brasil 3.0, na rentabilidade das instituições bancárias.
Expectativas macroeconômicas ajustadas
O Boletim Focus divulgou hoje mantém a projeção do dólar final de ano em R$ 5,20, mas elevou levemente a estimativa de inflação para 2026 para 4,99%. A Selic permanece projetada em 13,50% para este ano. Para gestores e empreendedores, a estabilidade relativa da bolsa esconde uma moeda mais cara, o que exige cautela na gestão de custos importados e endividamento atrelado ao câmbio.

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