Da streamer ao projeto físico

A carreira de Matthew Kelson na Netflix terminou em 2024, mas sua paixão pelo sétimo arte nunca parou. O ex-funcionário, que viveu em Los Angeles e Tóquio, decidiu não voltar aos EUA. Em vez disso, investiu sua experiência em distribuição criativa para abrir o CineYama, um cinema independente na província de Yamanashi.

Reaproveitamento urbano e burocracia local

O empreendimento ocupa um antigo jardim de infância abandonado em Uenohara, cidade a uma hora e meia de trem da capital japonesa. A transformação exigiu cerca de um ano de reformas e negociações complexas com autoridades locais. Kelson enfrentou licenças sanitárias, normas de incêndio e barreiras linguísticas para legalizar o espaço.

Adaptação cultural e aceitação comunitária

Os moradores idosos da região mostraram cautela inicial diante do novo vizinho. A aceitação veio após sessões de pré-estreia, onde a comunidade viu o prédio revitalizado. O foco é oferecer filmes de nicho e culturas diversas, criando um ponto de encontro familiar que falta na área rural.

Modelo familiar e precificação acessível

O negócio opera como uma unidade familiar. Kelson gerencia as operações, a esposa auxilia nas necessidades operacionais e os filhos participam informalmente. Os ingressos custam 1.500 ienes (cerca de R$ 51,59), com descontos para residentes e terceira idade, priorizando a sustentabilidade sobre o lucro rápido.