Do fandom ao faturamento

Clezia Moura, de Maceió (AL), transformou sua paixão pelo grupo BTS em um negócio sólido. Ela comanda duas marcas digitais: a Magic Kosmo, especializada em importados da Coreia, e a Microcosmo, que vende papelaria artesanal inspirada em doramas e boybands asiáticas.

Escalação durante a turnê

A proximidade dos shows do BTS em São Paulo disparou as vendas. Na Magic Kosmo, o volume de pedidos cresceu dez vezes. A demanda foi tão intensa que atingiu o limite dos Correios, exigindo a contratação de quatro funcionários extras para manter a operação funcionando.

Escassez e ajuste de preço

O light stick, item essencial para os fãs, esgotou na Coreia do Sul. Para garantir o fornecimento, Clezia migrou seu fornecedor para o Japão, elevando o preço do produto de R$ 615 para R$ 810. O tíquete médio das importações gira em torno de R$ 500.

Operação estratégica

Para captar produtos antes que esgotem, a equipe trabalha no horário noturno, sincronizada com o fuso coreano. Com um investimento inicial de R$ 5 mil na linha de importados, a loja já gera R$ 82 mil mensais. A papelaria artesanal complementa a receita, faturando R$ 7 mil por mês com criações originais.

Expansão planejada

Além do K-pop, Clezia observa o crescimento do interesse por doramas no Brasil. Sua estratégia de escassez, com coleções disponíveis por apenas três meses, mantém os fãs engajados. O próximo passo é abrir um ponto físico no Nordeste a partir de 2027.