Fim da fragmentação na supervisão

O Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos anuncia uma reforma estrutural na sua atuação fiscalizadora. A proposta, liderada por Michelle Bowman, vice-presidente de Supervisão, visa substituir o modelo atual que delega responsabilidades aos 12 presidentes regionais por uma estrutura centralizada em cinco novas regiões geográficas.

A mudança busca corrigir a desconexão entre quem define a política e quem executa a inspeção. Segundo Bowman, a estrutura antiga desincentivava a prestação de contas clara, um fator identificado como crítico no colapso do Silicon Valley Bank.

Combate à burocracia interna

Uma das críticas centrais é o uso excessivo de comitês internos, que geram atrasos e permitem a "negação plausível" de responsabilidade. O novo modelo focará em líderes regionais únicos, responsáveis diretos pela supervisão, eliminando camadas administrativas que dificultam respostas rápidas a riscos financeiros.

Bowman reforça que os auditores devem priorizar riscos sistêmicos reais em vez de falhas processuais menores, simplificando as diretrizes de investigação para aumentar a eficácia da fiscalização.

Atualização dinâmica dos limites

Além da reestruturação organizacional, o Fed planeja revisar os limites de ativos que determinam quando um banco está sujeito a regras mais rígidas de capital e liquidez. Atualmente, esses valores são fixos em dólares, o que gera distorções com o tempo.

A proposta inclui a criação de um mecanismo de atualização automática a cada cinco anos, ajustado pela inflação e crescimento econômico. Isso dará aos bancos mais espaço para crescer sem serem imediatamente engolidos por exigências regulatórias desnecessárias.

Impacto no mercado financeiro

Para empreendedores e investidores, a sinalização é de menor atrito regulatório para instituições financeiras de médio porte. A simplificação das regras pode estimular a inovação nos serviços bancários, embora a vigilância sobre riscos reais permaneça rigorosa.