Créditos tributários definem vantagem competitiva

A implementação do IVA Dual no Simples Nacional exige que prestadores de serviço repensem sua estrutura fiscal. A chegada do IBS e da CBS altera a dinâmica de créditos, afetando diretamente a atratividade comercial frente a empresas do regime regular.

No modelo tradicional, o imposto incide sobre o faturamento bruto. Isso limita a capacidade de transferir crédito integral ao cliente corporativo (B2B), reduzindo a competitividade em licitações e contratos empresariais.

Regime Híbrido: a solução para vendas B2B

O Regime Híbrido permite que a empresa continue pagando IRPJ e CSLL pelo DAS, mas recolha IBS e CBS por fora, na sistemática padrão. Essa opção viabiliza o aproveitamento de créditos sobre insumos e a transferência total de crédito ao comprador.

Rafael Moreira, economista do Sebrae, destaca que essa mudança é vital para escritórios de advocacia, contabilidade e agências que compram muitos serviços tributados ou cujos clientes exigem abatimento completo dos impostos na cadeia.

Quando manter o Simples Tradicional?

Negócios com foco no consumidor final (B2C), como clínicas médicas, pet shops e serviços locais, tendem a permanecer no Simples tradicional. Como o cliente final não aproveita créditos tributários, a simplificação do DAS continua sendo a opção mais vantajosa e menos onerosa administrativamente.

Mudanças operacionais obrigatórias

A partir de novembro de 2026, a emissão de NFS-e será feita exclusivamente pelo Emissor Nacional, usando a Nomenclatura Brasileira de Serviços (NBS). Em janeiro de 2027, a DEFIS deixa de existir, integrando-se ao PGDAS-D, com multas rigorosas por atraso.